Diário de Um Hemofílico de Bem Com A Vida e Notícias e Tudo Sobre Hemofilia

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

INIBIDOR E IMUNOTOLERÂNCIA:

Hoje o tratamento da hemofilia tem avançado de modo elevado, de modo que, as pessoas com hemofilia podem viver com maior qualidade de vida e segurança. Mas um dos problemas que podem surgir e dificultar o tratamento é o desenvolvimento de inibidores.

Felizmente a manifestação de inibidores  não afeta a todos os hemofílicos, e outra boa notícia é que, existem tratamento para ele e que funciona em grande parte dos casos, nos demais a outras formas de medicamento que podem ser utilizados. Segundo estudo apresentado pelo    Hemoes, o inibidor é  a complicação que mais dificulta o tratamento da hemofilia e afeta aproximadamente, 30% dos pacientes com hemofilia A severa e 0,9-7% dos pacientes com hemofilia A leve e moderada e 3% dos pacientes com hemofilia B. 

O médico  hematologista, Guilherme Genovez, explica que, o desenvolvimento do inibidor, é uma das complicações mais temíveis em pacientes com hemofilia refere-se ao aparecimento de inibidores. 

Neste caso, os pacientes acometidos passam a não responder à infusão do fator deficiente e apresentam episódios hemorrágicos de "difícil controle”.



"Inibidores" são anticorpos7 contra o FVIII ou FIX, produzidos pelo próprio paciente com hemofilia, após a terapia de reposição com o fator de coagulação ausente ou deficiente. Os inibidores dificultam a atuação desses fatores repostos, reduzindo ou anulando os efeitos destes.



Em Linhas gerais,  inibidor nada mais é que o ato do organismo criar anticorpos contra os fatores de coagulação usados no tratamento da hemofilia - ocorre que o corpo pode entender que o medicamento é o invasor, um corpo estranho entrando na corrente sanguínea e tenta então combate-lo.

IMUNOTOLERÂNCIA:


A Terapia de Indução de Imunotolerância elimina esses inibidores. Ela é indicada para pacientes com até dez anos de idade e que tenham tido resistência ao medicamento por mais de seis meses. 


“Os medicamentos usados no momento certo contribuem para o desaparecimento de inibidores, fazendo com que a doença se normalize e, com isso, o paciente tenha a oportunidade de receber a dose domiciliar, ganhando mais independência para aumentar sua qualidade de vida”, acrescenta Genovez. 

 O tratamento de imunotolerância faz com que o organismo pare de produzir anticorpos contra o fator VIII administrado. É realizado em pacientes com hemofilia A e consiste em fazer a infusão de fator VIII em doses mais elevadas que as da profilaxia, pelo menos três vezes por semana. 

De acordo com a resposta ao tratamento, pode ser necessário aumentar a dose e o número de infusões semanais. Segundo informa o Ministério da Saúde, através da Coordenação do Sangue.

Não há limite de idade para a realização do tratamento de imunotolerância. 

Porém, o prognóstico do tratamento é melhor quanto antes iniciado o tratamento, ou seja, assim que descoberto o desenvolvimento do inibidor.

Em média, a duração do tratamento é de 36 a 48 meses. Durante este período, os agentes de bypass como o complexo protrobínico ativado ou fator VII ativado são usados concomitantemente com o fator VIII para estancar os sangramentos.

DUVIDAS

A imunotolerância pode aumentar hemorragias?


Sim, aumenta os sangramentos normalmente no começo, pois a imunotolerância é a infusão dos fatores que desencadearam o inibidor.  Por isso, o ideal é que junto com a imunotolerância (que são as doses mais elevandas de fator VIII e também aumento da freqüência de dias de infusão) que seja feito infusão também de bypass (FEIBA ou Fator VII recombinante /Novo Seven), Justamente para não sangrar, ou seja, esses sangramentos são controlados...
 Ou seja que é importante que  infundidos também FEIBA ou Novo Seven, pelo menos no começo até que baixe o inibidor suficiente para não sangrar.

IMUNOTOLERÂNCIA É
 ANUNCIADA
 OFICIALMENTE - 
04/01/2012

O anuncio oficial do tratamento com imunotolerância foi feito em janeiro de 2012, no Dia Nacional do Hemofílico, em evento promovido pela Coordenação do Sangue e Ministério da Saúde, que tivemos o privilégio de assistir.

 Durante o evento foi comemorado o dia nacional do hemofílico, 4 de janeiro, e várias palestras marcaram a data, inclusive uma que apresentamos, De bem com a vida e com a hemofilia - turbulências não nós impedem de voar. 

Na ocasião foi lançada oficialmente a profilaxia primária, com o novo protocolo de tratamento da hemofilia.

 Baseado em fontes da FBH, ABHH e Coordenação do Sangue. 









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